Francisco Múrmura (Foto: TV Globo)

A morte é traiçoeira, existem momentos em que chega sem aviso prévio, você sai para comer uma pizza e sua vida sofre uma transformação irreversível pela repentina partida de um ente amado. Foi o que aconteceu ao empresário Francisco Múrmura, que perdeu a esposa, Regina Múrmura em Niterói, Rio de Janeiro, após entrar em uma favela, guiado por um aplicativo de navegação por GPS. A tragédia por si mesma com todas suas variantes e absurdos, é comovente. No entanto, mesmo profundamente abalado com sua perda, Francisco Múrmura faz de sua dolorosa história um testamento de luta para que outras vidas não sejam perdidas em circunstâncias semelhantes. Na opinião de especialistas, a ferramenta é extremamente útil, mas, devido a problemas de segurança, os usuários devem estar atentos e, na medida do possível, buscar previamente informações sobre o destino desejado.

Francisco está convencido de que a responsabilidade por sua perda cabe ao aplicativo que estava utilizando para se orientar a chegar em seu destino, contudo, a navegação o levou ao o Complexo do Caramujo, no Fonseca. O carro foi alvejado por cerca de 20 tiros disparados por traficantes, e Regina morreu antes de chegar ao hospital.

A questão é muito controversa! O que me chama atenção no entanto nesse momento, é a postura de transformar sua dor em uma luta maior que considera válida, justa, necessária e que sirva para evitar a morte de outras pessoas que sejam decorrentes do mesmo engano que o vitimou. O incidente gerou uma discussão sobre a segurança dos serviços de navegação, cada vez mais usados por motoristas brasileiros e estrangeiros.

Entenda o caso

Regina Múrmura, de 70 anos, morreu baleada na noite de sábado (3/10), na comunidade do Caramujo, em Niterói. A jornalista estava com o marido, Francisco Múrmura, de 69 anos, quando aconteceu o crime. O casal seguia de carro para São Francisco, na Zona Sul da cidade, mas errou o caminho e entrou acidentalmente na comunidade, onde foi recebido a tiros. O casal seguia do Rio para Niterói, e usou um aplicativo de localização para encontrar a Avenida Quintino Bocaiúva, em São Francisco. O aparelho indicou como opção a Rua Quintino Bocaiúva que fica dentro da Favela do Caramujo, na Zona Norte do município. Assim que entrou na comunidade, casal foi surpreendido por bandidos, que atiraram. Depois do crime, Francisco dirigiu o carro com a mulher ferida até ao Hospital Azevedo Lima, no Fonseca, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

fonte: GShow

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