11218534_831091640312932_1388198498068554456_n O trabalho de luto é o compromisso que tomo comigo mesmo e com a vida para avançar na dor e no sofrimento que estou a sentir com a perda do meu ser querido, com o objetivo de recordá-lo e senti-lo sem que me doa tanto. É um processo, por isso, ativo.

Quando perdemos a um ser que amamos, invade-nos a tristeza, a culpa, o medo, a raiva, sendo necessário que nos permitamos viver todas estas emoções, possamos expressar tudo o que sentimos, dar significado. Pouco a pouco, estas emoções vão diminuindo de intensidade deixando um espaço para o amor e a gratidão para com essa pessoa que esteve na nossa vida.

O processo de luto dói. E dói porque amamos. Este amor nunca morre. Estará sempre connosco e, aos poucos, dará frutos nas nossas vidas.

No início posso ter a sensação que vai ser impossível superar a dor. É extremamente difícil viver sem a presença da pessoa que amo, que agora já cá não está e não vai voltar a estar nunca mais. Irá parecer mentira que possa recordar o meu ser querido sem dor, sem agustia, mas é possível.

Não tenha medo de esquecer-se do seu ser querido. Esse não é o objetivo do processo de luto. O objetivo é que se dê permissão a sentir a dor para poder atenuá-la mais tarde.

É importante que possa contar com apoio, partilhar a sua aflição quando precisar de fazê-lo. Sozinho às vezes é muito difícil, sobretudo se temos profundos sentimentos de solidão, se a ausência do ser querido provoca uma enorme tristeza ou se não sente motivação para nada. Tudo isto faz com que não possamos avançar no processo. Nestas situações pode facilitar ter alguém que acompanhe a expressão daquilo que está a sentir, o oriente, o ajude a por consciência na relação que tinha com a pessoa falecida e lhe ajude no processo de reconstrução para poder voltar a viver.

fonte: psicoluto

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